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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Café mais caro do mundo banido do menu de três hotéis de luxo por crueldade animal

Mäyjo, 17.11.13

Café mais caro do mundo banido do menu de três hotéis de luxo por crueldade animal

 

O café Kopi Luwak, que tem a fama de ser o mais caro do mundo, acabou de sair do menu de três grandes hotéis de luxo de Hong Kong, afirmou a associação PETA (People for the Ethical Treatment of Animals).

De acordo com a ONG, esta mudança tem como pano de fundo uma campanha por si orquestrada, que explica que o café tem “traços de crueldade animal”. Na verdade, a produção do Kopi Luwak, produzido nas Filipinas e Indonésia, utiliza fezes de um mamífero chamado civeta.

A produção do café tem forçado os animais a uma situação debilitante e que vem sendo denunciada por grupos de protecção ambiental. Como a PETA.

Em muitos casos, os produtores colocam os civetas em jaulas, alimentando-os compulsivamente para garantir uma produção em massa dos grãos gourmet. Os grão de café são extraídos das fezes do civeta e higienizados, conferindo um sabor suave e caramelizado.

Qualquer que tenha sido a origem das primeiras produções de Kopi Luwak, a verdade é que o café é muito apreciado e um quilo dele pode chegar aos €300 (R$ 930), nos Estados Unidos.

A campanha da PETA começou em Outubro e envolveu a distribuição de relatórios co denúncias de crueldade dos animais. Um mês depois, o Langham, o InterContinental e o Landmark Mandarin Oriental decidiram riscar o café do menu. Todos eles afirmaram desconhecer a proveniência do Kopi Luwak.

 

in: Green Savers

Califórnia impulsiona agricultura urbana de pequena escala

Mäyjo, 17.11.13

Califórnia impulsiona agricultura urbana de pequena escala

 

A Califórnia, nos Estados Unidos, tornou-se um pouco mais verde. No final de Setembro, foi aprovada a atribuição de incentivos fiscais aos proprietários de terras que emprestem os seus terrenos a agricultores urbanos.

O novo apoio para a agricultura urbana não só vai aumentar o uso de propriedades privadas em desuso, tornando-as em espaços produtivos, como também vai fornecer estabilidade aos agricultores que lutam por cultivar em terras emprestadas.

“Operar num arrendamento de mês a mês significa que nunca se sabe o que vai acontecer amanhã ou no dia seguinte”, disse Caitlyn Galloway, da Little City Gardens. “Isto torna os investimentos mais inteligentes do nosso negócio, como ferramentas e infra-estruturas de longo prazo, muito mais arriscados.”

Com a amenização do negócio para os proprietários das terras, as pequenas quintas como a Little City Gardens terão melhores hipóteses de prosperar – e beneficiar as comunidades que optam por eleger zonas acolhidas pelo incentivo.

“A comida local sabe melhor, é mais saudável e é melhor para o meio ambiente”, disse Juan Carlos Cancino, da Greenhouse Partner, investigador por detrás deste projecto de lei. “Quando vejo hortas a brotar por toda a cidade, sinto-me inspirado e empenhado em ajudar a expandir este movimento.”

Huffington Post informa que a Lei das Zonas de Incentivo está definida para entrar em vigor a 1 de Janeiro de 2014.

 

in: Green Savers

Gás de xisto garante supremacia económica dos EUA durante as próximas décadas

Mäyjo, 17.11.13

Gás de xisto garante supremacia económica dos EUA durante as próximas décadas

 

O gás de xisto está a mexer com o mundo. Se para uns é uma das grandes ameaças ambientais dos últimos anos, para outros é a galinha dos ovos de ouro.  É o caso dos Estados Unidos. O país tem a quarta maior reserva deste tipo de combustível, atrás da China, Argentina e Argélia.

Um relatório apresentado esta segunda-feira pela Agência Internacional de Energia (AIE) indica que o aumento da prospecção, extracção e exportação do gás de xisto em território norte-americano vai impulsionar a indústria e a criação de postos de trabalho até pelo menos 2035, nos Estados Unidos. Assim, esta controversa forma de energia vem garantir a continuidade da supremacia económica do país sobre a Europa e Ásia durante as próximas duas décadas.

Face a esta vantagem energética, a AIE indica, refere o Financial Times (FT), que a Europa terá de encetar reformas para evitar ficar atrás dos Estados Unidos, a nível económico, durante os próximos 20 anos. “A Europa enfrenta desafios críticos. As políticas energéticas nunca se apresentaram como um pivô importante nas perspectivas económicas europeias”, afirma o economista-chefe da AIE, Fatih Birol.

Os países europeus investiram fortemente nas energias renováveis, como a energia solar ou eólica, de forma a reduzir as emissões de carbono. Porém, tal investimento levou a um aumento dos preços da energia para as empresas e famílias do velho continente. Para não ficar atrás a nível competitivo, o economista-chefe da AIE indica que os líderes europeus devem adoptar medidas para garantir o fornecimento de gás mais barato, tendo, para isso, de ultrapassar a oposição pública ao gás de xisto e renegociar os contratos de importação de gás a longo prazo com a Rússia.


Preços da energia na Europa e Japão deverão ser o dobro dos Estados Unidos


O relatório da AIE refere ainda que, mesmo quando os Estados Unidos intensificarem a exportação de gás de xisto, a vantagem do país sobre outras potências continuará a ser considerável, apesar dos receios de que a exportação possa erodir esta vantagem competitiva.

Apesar de a AIE indicar que a maior potência mundial irá intensificar a exportação do gás de xisto nas próximas duas décadas, o elevado custo de exportação vai traduzir-se em preços mais elevados para os importadores do que aqueles praticados para os consumidores domésticos.

Face a esta probabilidade, várias empresas estrangeiras têm investido na prospecção e extracção do xás de xisto americano, de forma a poderem beneficiar de preços mais baratos, e a AIE espera que as exportações norte-americanas aumentem até 2035, por contraste com as exportações nipónicas e europeias, que deverão contrair.

“Vamos observar um florescimento da produção industrial nos Estados Unidos. As empresas norte-americanas vão gozar de uma vantagem competitiva e aumentar a sua quota de mercado ao nível das exportações”, aponta Fatih Birol.

Em 2035, a AIE espera que os preços do gás e da electricidade na Europa e no Japão sejam duas vezes superiores aos custos energéticos nos Estados Unidos. Embora as diferenças de preços actualmente não sejam consideráveis, o economista-chefe da AIE indica que, face a esta vantagem futura, várias empresas, nomeadamente as fabricantes automóveis, regressem aos Estados Unidos, de onde saíram, no passado, em busca de locais com mão-de-obra mais barata.

 

Riscos ambientais podem não compensar preços mais baratos


Apesar de o gás de xisto se apresentar como um combustível energético mais barato para os consumidores, a sua extracção está associada a elevados riscos ambientais.

A extracção do gás e do óleo de xisto – que estão em reservas rochosas profundas – é feita através da fracturação hidráulica. Esta técnica pressupõe a injecção de grandes quantidades de água e produtos químicos, a grande pressão, fracturando a rocha.

É na questão ambiental que a fracturação hidráulica enfrenta forte oposição pública. A técnica pressupõe a utilização de grandes quantidades de água, que deve ser transportada para o local da extracção. Por outro lado, a fracturação pode atravessar lençóis de água subterrânea, que podem ser contaminados pelos agentes químicos utilizados no processo. Além disto, a fracturação hidráulica liberta gases com efeitos de estufa e pode provocar sismos.

Os activistas ambientais dizem ainda que a fracturação hidráulica desvia as empresas energéticas e os governos do investimento em energias renováveis, mantendo o problema das fontes de energia inalterado.

Ao contrário da China (embora o país ainda não tenha começado a explorar este recurso em grande escala) e dos Estados Unidos, a Europa não possui grandes reservas de gás de xisto. França, Polónia e Reino Unido são os países europeus com as maiores reservas, sendo que a Polónia é o que tem a geologia mais propícia à exploração.

Em Portugal, existem zonas com potenciais reservas, como o Bombarral, Cadaval e Alenquer, mas até agora sem interesse comercial provado. Mesmo que que estas reservas fossem exploráveis, o início da sua extracção demoraria alguns anos e os acordos já firmados com outros países para a importação de gás natural teriam de continuar a ser pagos.

Face aos riscos associados à extracção do gás de xisto, o Bloco de Esquerda e os Verdes já fizeram chegar resoluções à Assembleia para que a exploração deste combustível seja proibida em solo nacional.

 

Foto: Beyond Coal and Gas, sob licença Creative Commons


in: Green Savers